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segunda-feira, 28 de março de 2011

Sonho De Uma Flauta

Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz. Nem todo pedaço de pedra. Se parece com tijolo ou com pedra de giz. Avião parece passarinho. Que não sabe bater asa. Passarinho voando longe. Parece borboleta que fugiu de casa. Borboleta parece flor. Que o vento tirou pra dançar. Flor parece a gente. Pois somos semente do que ainda virá.  A gente parece formiga.  Lá de cima do avião.  O céu parece um chão de areia. Parece descanso pra minha oração. A nuvem parece fumaça. Tem gente que acha que ela é algodão. Algodão as vezes é doce. Mas as vezes né doce não. Sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar.  O dia parece metade.  Quando a gente acorda e esquece de levantar.  Hum... E o mundo é perfeito. Eu não pareço meu pai.  Nem pareço com meu irmão.  Sei que toda mãe é santa.  Sei que incerteza traz inspiração. Tem beijo que parece mordida. Tem mordida que parece carinho. Tem carinho que parece briga. Tem briga que aparece pra trazer sorriso. Tem riso que parece choro. Tem choro que é por alegria. Tem dia que parece noite. E a tristeza parece poesia. Tem motivo pra viver de novo. Tem o novo que quer ter motivo. Tem aquele que parece feio. Mas o coração nos diz que é o mais bonito. Descobrir o verdadeiro sentido das coisas.  É querer saber demais.  Querer saber demais. Sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar. O dia parece metade. Quando a gente acorda e esquece de levantar.  Mas sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar. E o dia parece metade. Quando a gente acorda e esquece de levantar. E o mundo é perfeito.....

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ana e o Mar

Veio de manhã molhar os pés na primeira onda. Abriu os braços devagar e se entregou ao vento. O sol veio avisar que de noite ele seria a lua, pra poder iluminar. Ana, o céu e o mar. Sol e vento, dia de casamento. Vento e sol, luz apagada no farol. Sol e chuva, casamento de viúva. Chuva e sol, casamento de espanhol. Ana aproveitava os carinhos do mundo. Os quatro elementos de tudo. Deitada diante do mar. Que apaixonado entregava as conchas mais belas. Tesouros de barcos e velas. Que o tempo não deixou voltar. Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina? Quem já conseguiu dominar o amor? Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa? Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar. Ana e o mar... mar e Ana. Histórias que nos contam na cama. Antes da gente dormir. Ana e o mar... mar e Ana. Todo sopro que apaga uma chama. Reacende o que for pra ficar. Quando Ana entra n'água. O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo. Abençoando ondas cada vez mais altas. Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar. Desse novo amor... Ana e o mar

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Anjo Mais Velho

"O dia mente a cor da noite. E o diamante a cor dos olhos. Os olhos mentem dia e noite a dor da gente". Enquanto houver você do outro lado. Aqui do outro eu consigo me orientar. A cena repete a cena se inverte. Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar. Tua palavra, tua história. Tua verdade fazendo escola. E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar. Metade de mim. Agora é assim. De um lado a poesia, o verbo, a saudade. Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto... depende de como você vê. O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só. Só enquanto eu respirar. Vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar.